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Apreciei Queen à frente do tempo

por Um Gajo Na Merda, em 09.11.18

Passei a minha adolescência toda a apreciar a magnífica obra dos Queen. Descobri o enorme talento de Freddie e companhia graças a uma passagem da rádio Renascença, há já mais de uma década desde então me tornei um enorme fã da banda. 

Queen foi a minha companhia durante a cruel adolescência. Fez-me reduzir preconceitos, aumentar a minha cultura e amadurecer. As letras dos Queen são muito mais do que hinos de estádios ou de que hits pop. 

A irreverência da banda sempre fez que estivessem à frente. Nunca foram pelo fácil ou pelo que seria garantido. Inovaram no som e nos espectáculos e isso na década de 70 e 80 é louvável e incrivelmente lunático. 

Hoje, sinto que estaria à frente do meu tempo quando apreciei e devorei toda a obra dos Queen. Graças ao filme Bohemian Rhapsody surgiu uma nova vaga de fãs da banda. Confesso até está a ser estranho ver tanta gente falar da banda e dos sucessos menos conhecidos. Sinto que passei demasiado tempo sozinho a apreciar o que poucos se arriscaram a ouvir. 

Queen será sempre a banda da minha vida. E neste momento sinto-me emocionado sempre que vejo adolescentes admirados com a sua obra, porque também foi parte do que eu fui, e do que hoje sou. 

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publicado às 10:00

Trabalhar ao Sábado – dia extra

por Um Gajo Na Merda, em 20.10.18

Confesso que durante vários anos fiz cara feia sempre que me era proposto trabalhar ao Sábado, depois de uma semana inteira de trabalho. Os motivos eram vários, desde a simples consciência de que algo falhou na empresa, e que alguém geriu mal, e isso iria acarretar mais custos, até à simples e legitimo sentimento de falta de liberdade para mais um dia de trabalho. E isto tudo, claro, ignorando completamente a oportunidade de ganhar um dia extra, a ser pago a 100%.

Hoje já não penso bem assim, embora ainda me custe um pouco, talvez a primeira hora de serviço. Habituei-me a pensar que para além de estar a ganhar algum dinheiro extra (que tanta falta faz ao final do mês), também estaria a ajudar a empresa, sobretudo nestes últimos meses do ano, onde a produção aumenta de forma explosiva.

Hoje será mais um dia de produção. Leitor de mp3 preparado, podcasts prontos, bateria cheia. Aqui vou eu para mais um Sábado.

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publicado às 11:54

E quando a falta de argumentos levam ao insulto?

por Um Gajo Na Merda, em 18.10.18

As discussões surgem naturalmente. É bom discutir. Trocas opinião, pontos de vista diferentes e boas argumentações, fazem muitas vezes fluir amizades.

Pessoalmente, gosto de discutir. Na Internet na gostei mais. O insulto gratuito quando existe falta de argumentos começa a ser padrão. Pior, só mesmo insinuações e acusações pessoais. A Internet actualmente dispõe de uma base de dados incrível, e tudo o que seja informação disponível pode ser adquirida em minutos. Então, porque é que se parte rapidamente para o insulto? Não deveríamos também ter evoluído nesse sentido? 

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publicado às 13:50

Adeus, Montserrat Caballé

por Um Gajo Na Merda, em 06.10.18

Não vou ser hipócrita: conheci Montserrat Caballé através do  desafio que Freddie Mercury fez à cantora de ópera em 1987. 

O álbum Barcelona foi durante alguns meses o meu predilecto da carreira a solo de Freddie. Hoje já não consigo compará-lo. Prefiro admirar por inteiro toda a obra do mítico vocalista dos Queen. 

Mas Montserrat Caballé mereceu desde logo a minha atenção, desde que ouvi pela primeira vez a bela cação Barcelona. Seguiu-se How Can I Go On, e fiquei rendido ao trabalho harmonioso que a cantora conseguia introduzir nas melodias cheias de alma de Freddie Mercury. A combinação foi perfeita. O álbum é magnífico. Todas as faixas são dotadas de uma incrível perfeição e combinação de talentos. 

Mais tarde conheci um pouco mais do encontro que juntou ambos. Deve de ter sido momentos fantásticos, que se fosse hoje, seriam certamente recordados através de documentários. Mas ficaram entre eles. No segredo de ambos, pelo menos aquilo que mais importou. 

Hoje o mundo da música perde mais uma excelente intérprete, e que marcou a história pela ausência de preconceito. O trabalho de ambos ficará na história e servirá de exemplo para os mais audazes. Até sempre, Montserrat Caballé. 

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publicado às 15:18

Vamos aguardar pela justiça do caso Cristiano Ronaldo

por Um Gajo Na Merda, em 04.10.18

E de repente, o nome de Cristiano Ronaldo, é novamente atingido pelo lado negro da força. A maioria dos portugueses já tomou uma posição, mesmo que todas as acusações que neste momento está a ser acusado sejam verdade. E se por mero acaso, a violação aconteceu, mas ficou resolvido com uma simples questão monetária, o problema é da vítima, que repente ficou novamente sem dinheiro e decidiu da própria cabeça pedir mais.

A verdade é que neste momento estamos todos pendentes da decisão da justiça, que até ser julgado, é inocente. Contudo, não deixa de ser demasiado evidente que a opinião pública se molda consoante o protagonista, e a “antagonista”.

Há o pânico de o capitão da selecção nacional, ídolo galáctico e um dos melhores jogadores do mundo, ser um violador. Há esse receio, mas e se for?

O facto de ter acontecido, e abafado com dinheiro, já deita por terra o meu total respeito pelo jogador e homem que é Cristiano Ronaldo. Espero bem que seja tudo uma grande mentira. Mas as notícias, os vídeos, as fotografias e as trocas de emails (alegadamente trocados), não abonam a favor do CR7.

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publicado às 12:31

Bastou-me três dias de apostas

por Um Gajo Na Merda, em 24.09.18

Antes de mais tenho a dizer que não tenho vícios. Nem sou pessoa de me fascinar por qualquer coisa logo à primeira vista. Contudo, este fim-de-semana tive um primeiro e último contacto com o mundo das apostas, nomeadamente com as apostas do Placard. 

Já fiz as típicas raspadinhas esporádicas. E também já joguei no euromilhões. Contudo, com o mundo do Placard nunca mais me tinha deparado, muito por causa da minha pouca fé em jogos de apostas. 

Na sexta-feira resolvi apostar pela primeira vez. Boavista - Desportivo de Chaves. Estava confiante que o Chaves iria ganhar. Os seus últimos resultados apontavam para o espírito positivo, embora o Boavista em casa seja fortíssimo. Mas segui a minha convicção e ganhei a aposta. Meti um euro, retirei três. 

No sábado, quando levantei o prémio, decidi voltar a apostar. Desta meti em três jogos, com algumas probabilidades de resultados erros. Errei dois. Tinha voltado a apostar um euro, mas fiquei com a pulga atrás da orelha, pois poderia ter sido precipitado com a aposta. Ontem, apostei apenas num. Portimonense - Vitória de Guimarães. Estava confiante na vitória do Guimarães, e o Guimarães perdeu. 

Resumindo: as apostas são para mim. O mundo das apostas não me fascina. Mas tenho de admitir que o sabor da primeira vitória soube bem e deu ego e fiquei a perceber o que se está a passar neste momento nas casas da apostas. A possibilidade de ganhar dinheiro facilmente é alta, mas do nada pode-se criar vícios que facilmente também podem levar a ruína financeira. É complicado de parar quando a mente é fraca, e quando o ego é alto. E estas apostas relacionadas com desporto são propícias a isto. 

Tenho conhecimento de algumas famílias já endividadas e adolescentes já afectados com isto. Não sei o futuro, nem consigo realizar grandes previsões, mas tenho a sensação que esta doença das apostas será algo grave daqui por poucos anos. 

Uma certeza eu tenho: quero estes "jogos" afastados de mim.  Três dias chegaram-me para ter certeza disso. 

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publicado às 09:59

O emprego para a vida toda é coisa do passado

por Um Gajo Na Merda, em 20.09.18

Já passei por dois processos de desemprego em dez anos de trabalho, e hoje, apesar de ter saudades do meu primeiro emprego, sinto que foi melhor para mim. Mesmo sem ter sido por demérito próprio ou por causa do meu fraco desempenho, muito pelo contrário.

As duas vezes que fiquei desemprego resultaram em processos de aprendizagem de de encaixe psicológico. A ideia de que o emprego para a vida toda já lá vai, e o cargo para a vida toda também já faz parte do passado seguramente há mais de três décadas. 

Hoje, o processo de desemprego deve ser visto como uma nova oportunidade e de novos desafios. Hoje, sei que a geração que estuda actualmente ou que recentemente embarcou no mercado de trabalho já pensa desta forma. A possibilidade de ficar cinquenta anos no mesmo cargo e na mesma empresa já não passa pela cabeça dos ocidentais. 

Bem sei que existem casos particulares de pessoas que não podem abdicar da estabilidade financeira, mas o percurso de vida de cada um neste momento já não diz respeito apenas ao próprio. E nem sempre o desempenho do trabalhador lhe garante o emprego para a vida na empresa X. 

Por isso é que passei a pensar de outra forma, e a encarar um possível regresso ao desemprego como uma nova oportunidade, tanto para ganhar mais financeiramente como para aprender mais a nível pessoal e profissional. Baixar os braços e ficar preso ao passado é que já resulta. 

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publicado às 09:59

Vivemos a era reality show da vida real?

por Um Gajo Na Merda, em 18.09.18

Há muito que sinto isso mas no último ano isso intensificou-se de tal forma que me tem feito gastar cada vez menos energia em redes sociais e mais em fóruns e sub-forúns tal como antigamente. Deixou de ser interessante navegar pelas redes, seja ela qual for. Tirando o factor de ter feed de notícias e isso simplificar a navegação e actualização, pouco mais tem de interessante.

A vida das pessoas tornou-se um flocore de exposição em busca do mediático. Andam em busca de atenção de qualquer coisa, sempre com a haste em riste para se sobresairem aos outros. Parece uma espécie de competição, sobre quem é que é o mais saudável, o que tem mais posses, o que tem mais seguidores, o que tem o melhor carro ou a melhor vida. É estranho. Hoje, qualquer pessoa por mais vida comum que tenha, tenta passar a imagem que tem uma vida diferente para ser aceite sabe-se lá bem por quem. 

Sociedade estranha esta que se complica a cada dia que passa. 

 

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publicado às 09:07

Conheci bem cedo as cunhas em Portugal

por Um Gajo Na Merda, em 17.09.18

Todos sabemos que a cunha é das práticas mais comuns em Portugal. Quando se trata de analisar as coisas na classe política, ou das classes altas, a maioria dos portugueses indigna-se fortemente contra os poderosos, porque, alegadamente, todos comem da mesma gamela. Ainda assim, quando o assunto bate à porta do simples e comum português, ele jamais negará a oferta. Isto porquê? Porque todos fazem. E se todos fazem, quem são eles para rejeitar? É a luta pela sobrevivência, mesmo que estejam a entrar directamente para a vida mais hipócrita de sempre.

Mas tal como o título desta crónica indica, deparei-me muito cedo com a cunha. Estudava eu na escola primaria e já me deparava com imensas trocas de favores. Lembro-me bem de alguns colegas de turma serem altamente favorecidos por causa de troca de favores dos pais com os professores. Algumas dessas trocas, valeram passagens de ano, que mais tarde viriam a custar reprovações no secundário. Actualmente dá-me a sensação que o ensino, pelo menos o primário, está mais justo. Mas há duas dezenas de anos a coisa era um pouco diferente, pelo menos na escola pública onde estudei.

Para além de alguns professores altamente comprometidos com partidos, e com alguns pais bem influentes aqui na cidade, o próprio director da escola já tinha algumas ligações um pouco estranhas com a política e com o partido que governou a cidade. Fui me apercebendo à medida que fui crescendo, e fui assistindo ao crescimento de algumas dessas figuras no pouco desenvolvimento da cidade.

Hoje, apesar de ter vivido e convivido com vários arranjinhos, tachos e cunhas, posso dizer que já perdi algumas oportunidades incríveis, mas sempre tentei defender-me por mérito próprio. Muitas vezes fui acusado de ter um pensamento romântico, e lunático, mas acredito cegamente na meritocracia, mesmo que isso me cause alguns dissabores. E já levei alguns bem fortes.

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publicado às 09:46

Estou nesse processo. Haverá nos próximos meses grandes mudança na empresa em que trabalho. A mudança está oficializada, faltam apenas as datas e óbviamente, saber quem continuará com ela. 

O silêncio e os boatos andam pelo ar. Há a insegurança, a incerteza e a certeza. Há de tudo um pouco, pelo menos até alguém abrir a boca, e esse alguém é nada menos do que a pessoa que manda na empresa. 

Haverá boa vontade em manter a maioria dos funcionários? Haverá preocupação em manter a equipa que já se apresentava sólida e que já tinha aprendido com os inúmeros erros do passado? Metade continuará, provavelmente. A outra metade quase de certeza seguirá uma nova vida. Não por vontade própria, mas por vontade de quem as contratou inicialmente. 

É nestes períodos que penso qi de muitas vezes a nossa avaliação global da nossa prestação numa empresa pouco vale quando quem manda tem alguma coisa em mente. Mas também poderá esclarecer no momento das dúvidas. 

Pouco importa esses pormenor. O que importa agora é manter a cabeça limpa. 

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publicado às 10:00


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