Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Depois da corrente fascinante, “se está na Internet é porque é verdade”, há agora uma nova corrente igualmente fantástica que se chama “se está num documentário da Netflix, é porque é verdade”.

Não ponho em causa a veracidade nem tão pouco a autenticidade dos documentários jornalísticos, ou até mesmo a seriedade ou o largo investimento que é feito para que a qualidade do que é feito naquela plataforma seja de altíssimo rigor, e de soberbo calibre. Eu próprio sou um consumidor da plataforma Netflix, e sinto-me uma pessoa mais concretizada por já ter assistido a grandes serões de puro entretenimento e de riqueza pessoal, mas não posso ficar calado nem tão pouco me ausentar de criticar esta onda de puro fascínio e de massa critica.

O que se está a passar, seres pensantes? Agora tudo o que vocês vêem, acreditam? Há sempre várias visões de uma história. Ela pode ser contada de várias formas, de vários pontos de vista, e com várias intenções. Já para não referir que pode estar factualmente errada. Mas, o que me deixa mais surpreso é que há pouca gente a discutir a veracidade das coisas, e a não levantar outros pontos de vista perante o que acabou de ver. Isso é estranho.

De repente passou a ser recomendável ver todo o tipo de documentários que surjam pela frente, independentemente da qualidade jornalística e da investigação que se fez. E no fim, a palavra de ordem é simplesmente não questionar, e simplesmente acreditar, porque se está num documentário publicado por uma plataforma que investe milhões, é porque é verdadeiro.

Pensava que a fase do “se está na Internet é verdade”, estava simplesmente ultrapassada ou somente a ser utilizado pelos mais velhos, mas ao que parece essa frase neste momento sofreu uma mutação e neste momento só muda o sujeito, e é praticado também pelos mais novos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:56

Afinal, ainda se vê televisão em Portugal?

por Um Gajo Na Merda, em 12.03.19

Foi com algum espanto que acordei na manhã de segunda feira com opiniões de todos os modos e feitios, vindos de todos os lados, sobre a programação de Domingo à noite da televisão generalista. Que raio é que se passou afinal? Será que de repente houve programação interessante, e digna de ser comentada por toda a gente? Passou-me esse pensamento por breves momentos. Afinal não. 

 

Ora, num período onde impera a frase "os documentários da Netflix", ou até mesmo "as séries da Netflix", houve um grande período que me levou a pensar que afinal já ninguém via televisão em Portugal. Talvez os pobres seniores, coitados, fossem os únicos a dar audiências aos programas de qualidade magnifica da televisão portuguesa. 

 

Mas o que mais me deixa chateado nem é propriamente a opinião. O que me deixa mais chateado é que de repente veio por aí fora uma data de opiniões de gente que não vê televisão, mas que ficou chateado com o que passa na televisão. E isso, é brilhante, ou até mesmo incrível. A propósito, acho que dava um excelente documentário para a Netflix.

 

Mas pior só mesmo esta repulsa repentina da qualidade da programação da televisão generalista, que mantém o mesmo critério há pelo menos duas décadas. Será que a maioria dos portugueses ficou subitamente com amnésia? Isto deveria ser investigado. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:54

Apreciei Queen à frente do tempo

por Um Gajo Na Merda, em 09.11.18

Passei a minha adolescência toda a apreciar a magnífica obra dos Queen. Descobri o enorme talento de Freddie e companhia graças a uma passagem da rádio Renascença, há já mais de uma década desde então me tornei um enorme fã da banda. 

Queen foi a minha companhia durante a cruel adolescência. Fez-me reduzir preconceitos, aumentar a minha cultura e amadurecer. As letras dos Queen são muito mais do que hinos de estádios ou de que hits pop. 

A irreverência da banda sempre fez que estivessem à frente. Nunca foram pelo fácil ou pelo que seria garantido. Inovaram no som e nos espectáculos e isso na década de 70 e 80 é louvável e incrivelmente lunático. 

Hoje, sinto que estaria à frente do meu tempo quando apreciei e devorei toda a obra dos Queen. Graças ao filme Bohemian Rhapsody surgiu uma nova vaga de fãs da banda. Confesso até está a ser estranho ver tanta gente falar da banda e dos sucessos menos conhecidos. Sinto que passei demasiado tempo sozinho a apreciar o que poucos se arriscaram a ouvir. 

Queen será sempre a banda da minha vida. E neste momento sinto-me emocionado sempre que vejo adolescentes admirados com a sua obra, porque também foi parte do que eu fui, e do que hoje sou. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 10:00

Trabalhar ao Sábado – dia extra

por Um Gajo Na Merda, em 20.10.18

Confesso que durante vários anos fiz cara feia sempre que me era proposto trabalhar ao Sábado, depois de uma semana inteira de trabalho. Os motivos eram vários, desde a simples consciência de que algo falhou na empresa, e que alguém geriu mal, e isso iria acarretar mais custos, até à simples e legitimo sentimento de falta de liberdade para mais um dia de trabalho. E isto tudo, claro, ignorando completamente a oportunidade de ganhar um dia extra, a ser pago a 100%.

Hoje já não penso bem assim, embora ainda me custe um pouco, talvez a primeira hora de serviço. Habituei-me a pensar que para além de estar a ganhar algum dinheiro extra (que tanta falta faz ao final do mês), também estaria a ajudar a empresa, sobretudo nestes últimos meses do ano, onde a produção aumenta de forma explosiva.

Hoje será mais um dia de produção. Leitor de mp3 preparado, podcasts prontos, bateria cheia. Aqui vou eu para mais um Sábado.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:54

E quando a falta de argumentos levam ao insulto?

por Um Gajo Na Merda, em 18.10.18

As discussões surgem naturalmente. É bom discutir. Trocas opinião, pontos de vista diferentes e boas argumentações, fazem muitas vezes fluir amizades.

Pessoalmente, gosto de discutir. Na Internet na gostei mais. O insulto gratuito quando existe falta de argumentos começa a ser padrão. Pior, só mesmo insinuações e acusações pessoais. A Internet actualmente dispõe de uma base de dados incrível, e tudo o que seja informação disponível pode ser adquirida em minutos. Então, porque é que se parte rapidamente para o insulto? Não deveríamos também ter evoluído nesse sentido? 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 13:50

Adeus, Montserrat Caballé

por Um Gajo Na Merda, em 06.10.18

Não vou ser hipócrita: conheci Montserrat Caballé através do  desafio que Freddie Mercury fez à cantora de ópera em 1987. 

O álbum Barcelona foi durante alguns meses o meu predilecto da carreira a solo de Freddie. Hoje já não consigo compará-lo. Prefiro admirar por inteiro toda a obra do mítico vocalista dos Queen. 

Mas Montserrat Caballé mereceu desde logo a minha atenção, desde que ouvi pela primeira vez a bela cação Barcelona. Seguiu-se How Can I Go On, e fiquei rendido ao trabalho harmonioso que a cantora conseguia introduzir nas melodias cheias de alma de Freddie Mercury. A combinação foi perfeita. O álbum é magnífico. Todas as faixas são dotadas de uma incrível perfeição e combinação de talentos. 

Mais tarde conheci um pouco mais do encontro que juntou ambos. Deve de ter sido momentos fantásticos, que se fosse hoje, seriam certamente recordados através de documentários. Mas ficaram entre eles. No segredo de ambos, pelo menos aquilo que mais importou. 

Hoje o mundo da música perde mais uma excelente intérprete, e que marcou a história pela ausência de preconceito. O trabalho de ambos ficará na história e servirá de exemplo para os mais audazes. Até sempre, Montserrat Caballé. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:18

Vamos aguardar pela justiça do caso Cristiano Ronaldo

por Um Gajo Na Merda, em 04.10.18

E de repente, o nome de Cristiano Ronaldo, é novamente atingido pelo lado negro da força. A maioria dos portugueses já tomou uma posição, mesmo que todas as acusações que neste momento está a ser acusado sejam verdade. E se por mero acaso, a violação aconteceu, mas ficou resolvido com uma simples questão monetária, o problema é da vítima, que repente ficou novamente sem dinheiro e decidiu da própria cabeça pedir mais.

A verdade é que neste momento estamos todos pendentes da decisão da justiça, que até ser julgado, é inocente. Contudo, não deixa de ser demasiado evidente que a opinião pública se molda consoante o protagonista, e a “antagonista”.

Há o pânico de o capitão da selecção nacional, ídolo galáctico e um dos melhores jogadores do mundo, ser um violador. Há esse receio, mas e se for?

O facto de ter acontecido, e abafado com dinheiro, já deita por terra o meu total respeito pelo jogador e homem que é Cristiano Ronaldo. Espero bem que seja tudo uma grande mentira. Mas as notícias, os vídeos, as fotografias e as trocas de emails (alegadamente trocados), não abonam a favor do CR7.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:31

Bastou-me três dias de apostas

por Um Gajo Na Merda, em 24.09.18

Antes de mais tenho a dizer que não tenho vícios. Nem sou pessoa de me fascinar por qualquer coisa logo à primeira vista. Contudo, este fim-de-semana tive um primeiro e último contacto com o mundo das apostas, nomeadamente com as apostas do Placard. 

Já fiz as típicas raspadinhas esporádicas. E também já joguei no euromilhões. Contudo, com o mundo do Placard nunca mais me tinha deparado, muito por causa da minha pouca fé em jogos de apostas. 

Na sexta-feira resolvi apostar pela primeira vez. Boavista - Desportivo de Chaves. Estava confiante que o Chaves iria ganhar. Os seus últimos resultados apontavam para o espírito positivo, embora o Boavista em casa seja fortíssimo. Mas segui a minha convicção e ganhei a aposta. Meti um euro, retirei três. 

No sábado, quando levantei o prémio, decidi voltar a apostar. Desta meti em três jogos, com algumas probabilidades de resultados erros. Errei dois. Tinha voltado a apostar um euro, mas fiquei com a pulga atrás da orelha, pois poderia ter sido precipitado com a aposta. Ontem, apostei apenas num. Portimonense - Vitória de Guimarães. Estava confiante na vitória do Guimarães, e o Guimarães perdeu. 

Resumindo: as apostas são para mim. O mundo das apostas não me fascina. Mas tenho de admitir que o sabor da primeira vitória soube bem e deu ego e fiquei a perceber o que se está a passar neste momento nas casas da apostas. A possibilidade de ganhar dinheiro facilmente é alta, mas do nada pode-se criar vícios que facilmente também podem levar a ruína financeira. É complicado de parar quando a mente é fraca, e quando o ego é alto. E estas apostas relacionadas com desporto são propícias a isto. 

Tenho conhecimento de algumas famílias já endividadas e adolescentes já afectados com isto. Não sei o futuro, nem consigo realizar grandes previsões, mas tenho a sensação que esta doença das apostas será algo grave daqui por poucos anos. 

Uma certeza eu tenho: quero estes "jogos" afastados de mim.  Três dias chegaram-me para ter certeza disso. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 09:59

O emprego para a vida toda é coisa do passado

por Um Gajo Na Merda, em 20.09.18

Já passei por dois processos de desemprego em dez anos de trabalho, e hoje, apesar de ter saudades do meu primeiro emprego, sinto que foi melhor para mim. Mesmo sem ter sido por demérito próprio ou por causa do meu fraco desempenho, muito pelo contrário.

As duas vezes que fiquei desemprego resultaram em processos de aprendizagem de de encaixe psicológico. A ideia de que o emprego para a vida toda já lá vai, e o cargo para a vida toda também já faz parte do passado seguramente há mais de três décadas. 

Hoje, o processo de desemprego deve ser visto como uma nova oportunidade e de novos desafios. Hoje, sei que a geração que estuda actualmente ou que recentemente embarcou no mercado de trabalho já pensa desta forma. A possibilidade de ficar cinquenta anos no mesmo cargo e na mesma empresa já não passa pela cabeça dos ocidentais. 

Bem sei que existem casos particulares de pessoas que não podem abdicar da estabilidade financeira, mas o percurso de vida de cada um neste momento já não diz respeito apenas ao próprio. E nem sempre o desempenho do trabalhador lhe garante o emprego para a vida na empresa X. 

Por isso é que passei a pensar de outra forma, e a encarar um possível regresso ao desemprego como uma nova oportunidade, tanto para ganhar mais financeiramente como para aprender mais a nível pessoal e profissional. Baixar os braços e ficar preso ao passado é que já resulta. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 09:59

Vivemos a era reality show da vida real?

por Um Gajo Na Merda, em 18.09.18

Há muito que sinto isso mas no último ano isso intensificou-se de tal forma que me tem feito gastar cada vez menos energia em redes sociais e mais em fóruns e sub-forúns tal como antigamente. Deixou de ser interessante navegar pelas redes, seja ela qual for. Tirando o factor de ter feed de notícias e isso simplificar a navegação e actualização, pouco mais tem de interessante.

A vida das pessoas tornou-se um flocore de exposição em busca do mediático. Andam em busca de atenção de qualquer coisa, sempre com a haste em riste para se sobresairem aos outros. Parece uma espécie de competição, sobre quem é que é o mais saudável, o que tem mais posses, o que tem mais seguidores, o que tem o melhor carro ou a melhor vida. É estranho. Hoje, qualquer pessoa por mais vida comum que tenha, tenta passar a imagem que tem uma vida diferente para ser aceite sabe-se lá bem por quem. 

Sociedade estranha esta que se complica a cada dia que passa. 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 09:07


Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.


Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D