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A nova era da Olá

por Um Gajo Na Merda, em 04.05.18

Sempre consumi gelados da Olá. Desde miúdo que sempre fui fascinado pelos cartazes da empresa e pela promoção que conseguiam realizar. Eram incríveis. Os spots publicitários conseguiam cativar à primeira qualquer criança ou até mesmo qualquer graúdo nostálgico. A empresa estava bem apetrechada de gente que percebia efectivamente de marketing. 

Com o passar dos anos a magia foi desaparecendo. Embora continue a não deitar por terra a opção de escolher um gelado em dias de maior calor, ou até mesmo num momento ou outro de carência de algo doce e fresco. Enquanto garoto, fartei-me de comer Super Maxi, Perna de Pau, Epá, Feast e claro, os incríveis Calipo, morango, limão e o raríssimo pina-colada. Ao tornar-me adulto e com o meu próprio financiamento, já não olhava tanto para a zona inferior dos cartazes, mas sim para o cimo. Fui-me tornando um fanático do simples Cornetto clássico, e natas. Mais tarde comecei a apreciar a fórmula do Cornetto de chocolate. Magnifico. Nunca gostei muito do Cornetto de morango. Nunca me soube muito bem.

Entretanto os anos vão passando e por mais ofertas que surjam da Olá, as minhas preferências têm recaído praticamente sempre para os mesmos. O cartaz deste ano acaba por mais uma vez me passar ao lado no que toca a novas escolhas, destacando-se essencialmente alguns novos sabores que não me dizem muito, as baixas calorias (algo que está a seguir a tendência), e claro, a nova regra de ouro: free glúten.  

Não me revejo nestes novos tempos de marketing da Olá nem sem quem é que pretendem atingir. Se é para atingir os adultos e aqueles que cresceram com a Olá, falharam ao retirar Super Maxi, o gelado icónico que mais vendeu anos 80 e 90. Se é para agradar os mais novos, falta-lhe vida. O novo gelado dos Minions está para o mítico gelado do Super Mário. Não era fantástico em sabor, mas cativava os mais atentos. Lá continuarei a comer os meus clássicos, com mágoa da irreverência da Olá do passado  

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publicado às 10:14

Os condutores de hoje

por Um Gajo Na Merda, em 03.05.18

Dá-me a sensação que com o passar dos anos os condutores vão conduzindo pior. O acto não acontece unicamente com os condutores mais experientes, mas também com os principiantes, os recém-chegados do exame de condução.

Embora os acidentes rodoviários estejam com tendência para diminuir, as pessoas estão cada vez piores no momento em que metem as mãos a um volante.  A falta de civismo também ajuda, e acredito que essa seja a principal razão pela qual a condução seja pior.

A pressa, a falta de edução e a autêntica falta de responsabilidade, talvez sejam os pontos mais em foco neste período.  A pressa deve-se sobretudo ao excesso de veículos nas estradas portuguesas. Já há muito que se sente que a maioria das estradas não estão preparadas para este fluxo de trânsito e que é necessário prepará-las para o futuro. Não quero com isto dizer que seja necessário contruir novas estradas, mas sim adaptá-las ao futuro. Adaptá-las ao fluxo actual de veículos que se fazem à estrada todas as manhãs e ao final do dia.

A educação vem de casa, mas vai se moldando também fora dela. As crianças que no passado foram mal-educadas hoje já são adultas e muitos não se conseguiram emendar. Isso nota-se sobretudo nos insultos e na falta de flexibilidade na estrada. Ao mínimo erro, lá se ouvem as buzinas (que é proibido em modo de protesto), insultos e gritaria com vidros abertos. E isto quando não dá ainda mais para o torto.

E por último, a falta de responsabilidade e de noção. O consumo de drogas é cada vez mais patente e o álcool também é consumido de forma cada vez mais irresponsável, mas da vida cada um faz o que quer dela. O problema passa é quando se mete a vida dos outros em risco. E aí é que entra a tal falta de noção, para piorar, o excesso de velocidade e o chico-espertismo impera nas nossas estradas como em mais nenhum outro país.  

Está na altura de dar o poder às máquinas e deixá-las conduzirem por nós, ou não sei onde é que isto irá parar.

 

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publicado às 12:27

O tema das drogas

por Um Gajo Na Merda, em 02.05.18

Não percebo nada de drogas. Bom, talvez esteja a exagerar e saiba qualquer coisa. O conhecimento comum dos simples mortais, provavelmente. Mas sempre que o tema vem à tona raramente opino. Sou a favor do consumo, simplesmente porque acho que as pessoas quando são maiores de idade já estão aptas a escolherem e a decidirem o que devem ou não fazer na sua vida. Pelo menos deveria ser assim. A sociedade deveria proporcionar esses costumes e responsabilizar de igual modo. Posto isto, eu não tenho nada contra as drogas e muito menos contra o seu consumo. Tanto podem ser leves como pesadas, ou simplesmente para consumo medicinal. É-me indiferente. Não consumo. Não consumo drogas nem álcool. E pouco percebo de ambos. Mas se dependesse de mim, o livre consumo era uma realidade.

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publicado às 11:34

Deixem os clientes respirar

por Um Gajo Na Merda, em 01.05.18

Bem sei que a vontade de ganhar dinheiro tem vindo a crescer no mercado, mas como cliente, sinto-me sufocado com as abordagens excessivas. 

Entrar em qualquer loja e ser abordado com um "precisa de ajuda", em menos de 2 minutos após pisar o solo brilhante da loja tornou-se um comportamento padrão. O cliente entra, e mal teve tempo para apreciar o que a loja lhe preparou nas prateleiras, e já está a ser abordado por alguém. Será um acto pensado? Obviamente que sim. E será benéfico? Creio que não, principalmente quando as abordagens passam pela pergunta do costume, e geralmente são respondidas com a resposta do costume "não, obrigado, estou só a ver". O que não é novidade, pois raramente o cliente tem tempo para ter feito outra coisa antes de ter sido abordado.

Ir a um restaurante ou a um café também passou a ser assim. O cliente chega, senta-se e pimba, tem dr ter a resposta na ponta da língua. Entretanto, o cardápio lá chega e pouco tempo depois o cliente já tem de saber o que vá consumir. E é chato. E é stressante. É uma merda, na verdade. Era bom voltar a ter a liberdade de entrar num sítio, apreciar o momento e depois sim, pedir o auxílio de um funcionário. E se calhar, até seria um incentivo extra para consumir o dobro.

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publicado às 08:59


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