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O que se passa com os lares de idosos em Portugal?

por Um Gajo Na Merda, em 28.08.18

A notícia é avançada pelo Jornal de Notícias de hoje: só este ano, 56 lares de idosos foram encerrados. Seis, foram encerrados com urgência. 

Situações ilegais, falta de recursos humanos, instalações e serviços prestados, estão na origem da maioria do fecho. No ano passado, encerraram 113. Um número inferior este ano, mas mesmo assim, em que país estamos? Em que continente estamos? Em que século estamos? Que pessoas são estas? 

Não consigo perceber o que sentem tanto os que trabalham no dia-a-dia com os utentes, como o que administram os lares. Como é que se deitam sem um absuluto peso na consciência? Com uma dor incrível no peito, só de pensar naquilo que todos os dias fazem, sem o mínimo de rigor, profissionalismo e afinidade, por aqueles que agora não se podem defender, e só procuram alguma dignidade no fim das suas vidas? 

Também não consigo desculpar os familiares que despejam aqueles que os acumpamharam e lhes meteram no mundo. Sei que há excepções à regra, mas não queria complicar o que é demasiado simples e centrar-me no que realmente importa: que país é este que ainda não presta um serviço digno aos que envelheceram? Temos de pensar nisto. Urgentemente. 

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publicado às 11:12

Os magníficos 20 graus regressaram

por Um Gajo Na Merda, em 22.08.18

Vila do Conde voltou a ter temperaturas decentes. Já não era sem tempo. 

Há dias que não consigo ter uma noite como deve de ser. Cair na cama, fechar os olhos e acordar assim que os pássaros iniciam os primeiros acordes. 

Já não me lembro exactamente como é que se chega à cama e se adormece de imediato. Ou quase isso. Até a posição que encaixava a cabeça na almofada, e geralmente que não dá margem manobra para mais de cinco minutos a pensar em coisas aleatórias, funciona. A casa está demasiado quente. As janelas abertas atraem os bichos mais bizarros e chatos do Verão. Chega de temperaturas alturas. Chega. 

Entre os 18 e os 20 graus chegam bem. Tanto para ir à praia como para estar sensivelmente confortável e qualquer casa do país. Não peçam mais do que isso. Pareceu que alguém de vez em quando vos dá ouvidos e depois metem-nos todos aos sarilhos. 

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publicado às 11:22

Não estamos habituados a ler elogios

por Um Gajo Na Merda, em 21.08.18

Recentemente recebi um destaque aqui na comunidade do sapo blogs que não foi muito bem recebido pela maioria dos comentários que entretanto se seguiram. Os comentário não estavam propriamente contra o destaque da publicação, mas sim porque estranharam a minha opinião/experiência relativamente sobre os serviços dos comboios de Portugal - CP. 

Estamos numa fase em que é mais frequente ler queixas e artigos negativos sobre algo, e até chegar a ser estranho ler elogios quando alguma coisa aparentemente funciona bem. Há também aquele sentimento de que alguém pagou para alguém falar bem de um serviço ou de algum produto. Tornou-se estranho é raro ler experiências positivas sem ter o preconceito imediato de que ali pode estar qualquer coisa por detrás daquilo.

Dá-me a sensação que as pessoas têm de tal forma formatada a ideia de que um serviço que está altamente a ser criticado, não pode simplesmente oferecer boas experiências a alguém. E é estranho. 

O facto de a CP me ter oferecido uma boa experiência, isso não quer dizer que afinal de contas o serviço não tem problemas. Mas a verdade é que também oferece boas. E é isso que também merece ser partilhado. Principalmente quando a empresa está debaixo de fogo. 

É preciso abrir a mente, caros leitores. Sejamos mais moderados nesta era moderna. 

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publicado às 10:09

O peso das nossas palavras

por Um Gajo Na Merda, em 20.08.18

Há cada vez menos cuidado na forma como as pessoas se exprimem nas redes sociais, blogs ou outros espaços digitais. Já não é segredo para ninguém nem tão pouco incomodativo para as massas a forma como algumas pessoas que até já possuem inúmeros seguidores, se comportam. Claro que, cada um tem a liberdade de agir como quer, ou de se expressar como lhe bem entender, contudo, quando têm a capacidade para mobilizar tanta gente (seguidores), julgo que as próprias pessoas deveriam ter essa consciência. Hoje todos gostamos de ter a voz da razão e de comentar tudo o que vem à tona, mesmo se muitas vezes termos o mínimo do conhecimento ou simplesmente a noção das palavras que utilizamos. Um artigo mal feito, baseado em rumores ou em noticias falsas, pode originar o caos, se for feito por uma pessoa com influência digital. Mas admito que nem sempre pensei dessa forma. 

Tive durante muito tempo a ideia de que cada pessoa deveria simplesmente seguir e dizer o que lhe bem apetecesse, pois essa era a tal liberdade, e não só de expressão. Contudo, visto hoje a liberdade digital se ter tornado algo que se pode descontrolar completamente, sou da opinião que apesar de as pessoas poderem ser livres, deveriam ter consciência primeiro dos seus actos, sobretudo quando são expostos para as massas. 

Aqui não está em causa a presença de um polícia, ou algo do género. Simplesmente o apelo à sensibilização de cada um. As nossas palavras, por mais ou menos menos que sejamos pessoas mediáticas, têm impacto. Podem mudar opiniões e vidas. Pensemos nisso. 

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publicado às 09:56

O nosso atendimento público

por Um Gajo Na Merda, em 17.08.18

Considero-me um cliente bastante tolerante no que toca a erros, falta de experiência, ou outras peripécias que possam acontecer em qualquer estabelecimento, contudo, quando sinto que há chico-espertismo, essa tolerância transforma-se. Talvez por ter já trabalho no ramo do atendimento, sobretudo no da alimentação, isso me dê uma visão muito à frente da maioria das pessoas que se julga no reino encantado da rigidez. Eu não sou assim, nem nunca fui. Contudo, gosto que exista humildade e quando existe um erro, convém que seja admitido. Mas não é isso o que se se tem notado. A falta de humildade no momento que algum erro é detectado, entra logo a chico-espertice tuga. Já fiz por escrito três reclamações. Não me orgulho disso. É sinal que houve falhas, e que muito provavelmente voltarão a acontecer. Mas a verdade é que essas falhas/erros, poderiam ter sido moldados com pedidos de desculpa, e actos de humildade. Mas não. Essas três reclamações por escrito, existiram principalmente porque sempre houve confronto comigo, nenhum pedido de desculpa, e claro, a não aceitação do erro, que por engraçado que seja, pouco dias ou até mesmo horas depois, acabei por receber telefonemas com o tal pedido de desculpa e aceitação da falha do serviço. Em Portugal há pouquíssimos funcionários que não utilizam a palavra “acho que…”. É uma forma horrível de se responder. Um funcionário pode ter direito às suas dúvidas, é legitimo, mas se não sabe, porque não pergunta a alguém que saiba logo de imediato? É assim tão complicado admitir a ignorância sobre alguns assuntos, e tentar resolver logo a questão? Qual é a necessidade de fazer “acho que sim…”, quando essa resposta pode vir a dar um problemão? O nosso atendimento público ainda tem muito que melhorar.

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publicado às 11:12

Quem é que me explica a loucura que se está a passar na estrada com os distribuidores de pizza que circulam pelas nossas estradas? Sinto que me falta palavras para descrever a tamanha estupidez, loucura ou total desrespeito por todos, e sobretudo pelas regras e coduta de circulação.

Para que servem as linhas continuas ou passadeiras na estrada? Deve de ser a pergunta que mais devem fazer estes senhores que só pensam em entregar a porcaria das pizzas e com isso ganhar mais uns trocos ao final do mês. 

Não se trata de sobrevivência, pois se o objectivo destes senhores é sobreviver, tudo fazem para que a sua vida seja posta à prova todos os dias. Quando não se respeita sinalização, ou regras básicas de conduta, a vida é posta à prova a qualquer momento. 

Ultimamente tenho presenciado inúmeras situações dignas de verdadeira loucura por parte destes senhores que representam estas cadeias de pizza, sobretudo à noite, à hora do jantar. Já por duas ou três vezes, já tive que fazer travagens bruscas porque assisti a mudanças repentinas de direcção destes senhores, que se fossem em dias de chuva, provavelmente já se tinham esbarrado contra algum muro ou qualquer parede. 

Já estive por várias vezes para fazer uma reclamação por escrito sobretudo pela má conduta dos seus funcionários, mas ainda não me deu aquele clique, porque não frequento nem alimento estas cadeias. Mas estou a ganhar coragem para o fazer, anotar as matrículas, e dirigir-me ao restaurante mais perto. 

Não creio que sejam os pedidos que tenham aumentado subitamente. Acredito que a falta de respeito e a ausência de conduta tenha aumentado significativamente. 

Seria bom ver um estudo sobre o número de sinistros destas cadeias. Não deve de ser nada bonito. 

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publicado às 10:40

Fui à Padaria Portuguesa e adorei

por Um Gajo Na Merda, em 14.08.18

Quando estive a gozar as minhas mini-férias em Lisboa cruzei-me com a Padaria Portuguesa, que até então, era-me completamente desconhecida. 

Obviamente que já tinha ouvido e lido sobre a empresa, embora a imagem que sempre passou para cá tivesse sido negativa. Aliás, julgo nunca ter lido um cometário positivo pela Internet sobre os produtos ou dos serviços da PP. Os comentários são geralmente ultra-inflamados sempre que sai uma nova sobre o grupo, o que não deixa de ser estranho agora que eu tenho a prova viva de que afinal não é nada daquilo o que se passa realmente nos seus estabelecimentos. 

Como ficava relativamente perto do sítio onde estive hospedado, dei uma oportunidade à Padaria Portuguesa para tomar o pequeno-almoço. O preço do menu é 2,50, que incluia sande mista (qualquer pão à escolha), sumo natural, e café. Para o que o que ofereceram não achei nada caro, muito pelo contrário. O pão que escolhi estava óptimo, com queijo e fiambre de qualidade. O sumo era de laranja natural e o sabor era altamente genuíno. E o café, embora não fosse implacável, não era ruim. No fim da primeira experiência, fiquei fã. Voltei a lá ir mais duas vezes. 

Para além dos produtos serem de qualidade, também reparei no espaço e no atendimento dos funcionários. Apesar de ter ido em horas de muito movimento (início da manhã), deram bem conta do recado e sempre com boa disposição. Coisa que nem sempre calha na rifa, ultimamente. 

Quanto ao espaço achei incrível e completamente diferente de todas as outras padarias que costumo ir, principalmente no norte do país. Tive a oportunidade de ir à LAB, que pelo que percebi é lá que ensaiam os novos produtos e produzem o seu marketing. Achei o conceito formidável, para além do espaço ser agradável e limpo. 

Resumindo: não compreendo o ódio à Padaria Portuguesa. Este ódio é mais um inexplicável. Todas as empresas cometem erros, todas falham, mas quando funcionam bem também é preciso saber elogiar. Das vezes que lá fui, adorei. A experiência foi óptima e quando voltar a Lisboa irei repetir, isto se entretanto não vierem para o norte. 

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publicado às 11:59

Fui perdendo a vontade de ir para a praia

por Um Gajo Na Merda, em 13.08.18

Já há muitos anos que digo que tenho uma forma muito estranha de ir até à praia. Não sou o simples e comum mortal capaz de aguentar o potente sol de Agosto e ir arrefecer à água gelada das praias do norte. 

Fui moldando a minha forma de estar na praia de forma natural. Lembro-me de quando era criança gostar de estar na água, embora não fosse um incrível nadador. Ainda assim, recordo-me vagamente de já não apreciar estar muito tempo no mar. A água nunca me fez impressão, mas a temperatura sempre me incomodou. Até mesmo nas águas do Sul, em pleno Algarve, me senti autêntico debaixo de água. 

As minhas idas à praia actualmente resumem-se a ler um livro e a molhar simplesmente os pés. Nada mais do que isso. A água do norte, ao contrário da do Sul do país, gela-me os pés. Não consigo estar muito tempo em imersão sem me começar a doer os ossos. É uma dor insuportável e como não sou masoquista, água gelada não obrigado. 

Talvez seja por isso que também vou cada vez menos à praia. Moro sensivelmente a 10 minutos a pé da praia e adoro os passeios à beira mar, mesmo já conhecendo como a palma da minha mão todos os cantos da marginal. Mas o fazer praia já não me seduz. Fui perdendo o encanto de estar a torrar e a fazer tempo deitado na areia mole que se vai tornando dura ao longo da tarde. 

Este ano ainda nem lá fui. Estou à espera da próxima vaga de calor para ver se me abre o apetite. Mas não está fácil. 

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publicado às 19:40

Tenho uma experiência positiva com a CP

por Um Gajo Na Merda, em 10.08.18

Andei recentemente nos comboios de Portugal - CP e não tive razões de queixa. Confesso que estava com expectativas baixas, muito devido às inúmeras queixas que já vinha lendo e ouvindo ao longo dos anos devido ao declínio de qualidade do serviço, contudo marquei duas viagens: Porto - Lisboa e Lisboa - Porto, em segunda classe. A escolha da viagem ser de comboio partiu logo pela ausência de stress em deslocar-me de carro e de estar a pensar constantemente em sítios onde o deixar. Quem acompanha as notícias, ou vive em Lisboa, percebe que a cidade está absolutamente lotada, e portante, ir de carro iria provocar-me ansiedade e desconforto. Não hesitei, e viagem correu dentro da normalidade.

A carruagem não era desconfortável e a temperatura estava adequada, apesar de ter viajado em Julho, a fazer lembrar inícios de Primavera, a temperatura estava regular. De resto não tenho muito mais a acrescentar. Os comboios sempre chegaram a horas e os revisores foram simpáticos. Não tenho absolutamente nada a apontar à CP, que nos últimos anos tem sido completamente massacrada de críticas.

Claro que compreendo quem acompanhou a degradação do serviço. Os serviços da CP em tempos foram muito elogiados, e quem viveu esse tempo e agora se depara com algumas das falhas que se lê e ouve, essas queixas todas são compreensíveis. Ainda assim, é preciso compreender que uma empresa quando não recebe investimento, a natural degradação do serviço acaba por acontecer, como é evidente.

Adoraria ter mais para contar, mas para além de ter sido a minha primeira experiência, foi também positiva.

Espero futuramente voltar a viajar com a CP, mas desta vez procurarei viajar em carruagem de primeira classe. Não porque a viagem em segunda tivesse sido má, porque não foi, tal como partilhei, mas porque quererei comparar uma com a outra e tirar as minhas ilações.

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publicado às 10:06

Conhecer primeiro Portugal

por Um Gajo Na Merda, em 09.08.18

Ao longo dos anos fui moldando o meu conceito de viajar. No passado, o meu interesse era simplesmente conhecer o que se passava além-fronteiras. Conhecer o dia-a-dia de outros países, a gastronomia, os hábitos, a língua, as ruas, os monumentos. Hoje a minha curiosidade passa primeiro por descobrir melhor Portugal. Descobrir verdadeiramente.

Sou da região norte do país e não conheço a fundo esta região. Tal como eu, muitos outros nortenhos devem de estar na mesma situação. Claro que já visitei as principais cidades do Norte, mas ao ponto de ir ao fundo da raiz, ainda não. O que é talvez o nosso grande problema enquanto portugueses. Não aprofundamos o conhecimento. Vamos comendo um pouco de tudo, e depois pensamos que já sabemos o real sabor de tudo. E isso não é apreciar. O conhecimento geral que a maioria dos portugueses têm passa essencialmente pelas grandes cidades (quase são quase cinco ou seis), e sobretudo o litoral.

Quero aprofundar o conhecimento. Quero pegar no carro e começar bem lá por cima e verificar também com lupa o interior do país. Ver, e viver, como aquelas pessoas vivem em forma de réplica. Portugal é incrível e não é por acaso que de repente começou a interessar tanto ao mundo. O país para além de lindíssimo, tem também um clima que deixa inveja a qualquer estado do mundo. Até pouco, tínhamos as reais noções de cada estação do ano, sem exagero. Eram genuínas.

Quero viver primeiro Portugal. Depois, o resto, logo se vê.

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publicado às 09:06

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