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Bastou-me três dias de apostas

por Um Gajo Na Merda, em 24.09.18

Antes de mais tenho a dizer que não tenho vícios. Nem sou pessoa de me fascinar por qualquer coisa logo à primeira vista. Contudo, este fim-de-semana tive um primeiro e último contacto com o mundo das apostas, nomeadamente com as apostas do Placard. 

Já fiz as típicas raspadinhas esporádicas. E também já joguei no euromilhões. Contudo, com o mundo do Placard nunca mais me tinha deparado, muito por causa da minha pouca fé em jogos de apostas. 

Na sexta-feira resolvi apostar pela primeira vez. Boavista - Desportivo de Chaves. Estava confiante que o Chaves iria ganhar. Os seus últimos resultados apontavam para o espírito positivo, embora o Boavista em casa seja fortíssimo. Mas segui a minha convicção e ganhei a aposta. Meti um euro, retirei três. 

No sábado, quando levantei o prémio, decidi voltar a apostar. Desta meti em três jogos, com algumas probabilidades de resultados erros. Errei dois. Tinha voltado a apostar um euro, mas fiquei com a pulga atrás da orelha, pois poderia ter sido precipitado com a aposta. Ontem, apostei apenas num. Portimonense - Vitória de Guimarães. Estava confiante na vitória do Guimarães, e o Guimarães perdeu. 

Resumindo: as apostas são para mim. O mundo das apostas não me fascina. Mas tenho de admitir que o sabor da primeira vitória soube bem e deu ego e fiquei a perceber o que se está a passar neste momento nas casas da apostas. A possibilidade de ganhar dinheiro facilmente é alta, mas do nada pode-se criar vícios que facilmente também podem levar a ruína financeira. É complicado de parar quando a mente é fraca, e quando o ego é alto. E estas apostas relacionadas com desporto são propícias a isto. 

Tenho conhecimento de algumas famílias já endividadas e adolescentes já afectados com isto. Não sei o futuro, nem consigo realizar grandes previsões, mas tenho a sensação que esta doença das apostas será algo grave daqui por poucos anos. 

Uma certeza eu tenho: quero estes "jogos" afastados de mim.  Três dias chegaram-me para ter certeza disso. 

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publicado às 09:59

O emprego para a vida toda é coisa do passado

por Um Gajo Na Merda, em 20.09.18

Já passei por dois processos de desemprego em dez anos de trabalho, e hoje, apesar de ter saudades do meu primeiro emprego, sinto que foi melhor para mim. Mesmo sem ter sido por demérito próprio ou por causa do meu fraco desempenho, muito pelo contrário.

As duas vezes que fiquei desemprego resultaram em processos de aprendizagem de de encaixe psicológico. A ideia de que o emprego para a vida toda já lá vai, e o cargo para a vida toda também já faz parte do passado seguramente há mais de três décadas. 

Hoje, o processo de desemprego deve ser visto como uma nova oportunidade e de novos desafios. Hoje, sei que a geração que estuda actualmente ou que recentemente embarcou no mercado de trabalho já pensa desta forma. A possibilidade de ficar cinquenta anos no mesmo cargo e na mesma empresa já não passa pela cabeça dos ocidentais. 

Bem sei que existem casos particulares de pessoas que não podem abdicar da estabilidade financeira, mas o percurso de vida de cada um neste momento já não diz respeito apenas ao próprio. E nem sempre o desempenho do trabalhador lhe garante o emprego para a vida na empresa X. 

Por isso é que passei a pensar de outra forma, e a encarar um possível regresso ao desemprego como uma nova oportunidade, tanto para ganhar mais financeiramente como para aprender mais a nível pessoal e profissional. Baixar os braços e ficar preso ao passado é que já resulta. 

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publicado às 09:59

Vivemos a era reality show da vida real?

por Um Gajo Na Merda, em 18.09.18

Há muito que sinto isso mas no último ano isso intensificou-se de tal forma que me tem feito gastar cada vez menos energia em redes sociais e mais em fóruns e sub-forúns tal como antigamente. Deixou de ser interessante navegar pelas redes, seja ela qual for. Tirando o factor de ter feed de notícias e isso simplificar a navegação e actualização, pouco mais tem de interessante.

A vida das pessoas tornou-se um flocore de exposição em busca do mediático. Andam em busca de atenção de qualquer coisa, sempre com a haste em riste para se sobresairem aos outros. Parece uma espécie de competição, sobre quem é que é o mais saudável, o que tem mais posses, o que tem mais seguidores, o que tem o melhor carro ou a melhor vida. É estranho. Hoje, qualquer pessoa por mais vida comum que tenha, tenta passar a imagem que tem uma vida diferente para ser aceite sabe-se lá bem por quem. 

Sociedade estranha esta que se complica a cada dia que passa. 

 

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publicado às 09:07

Conheci bem cedo as cunhas em Portugal

por Um Gajo Na Merda, em 17.09.18

Todos sabemos que a cunha é das práticas mais comuns em Portugal. Quando se trata de analisar as coisas na classe política, ou das classes altas, a maioria dos portugueses indigna-se fortemente contra os poderosos, porque, alegadamente, todos comem da mesma gamela. Ainda assim, quando o assunto bate à porta do simples e comum português, ele jamais negará a oferta. Isto porquê? Porque todos fazem. E se todos fazem, quem são eles para rejeitar? É a luta pela sobrevivência, mesmo que estejam a entrar directamente para a vida mais hipócrita de sempre.

Mas tal como o título desta crónica indica, deparei-me muito cedo com a cunha. Estudava eu na escola primaria e já me deparava com imensas trocas de favores. Lembro-me bem de alguns colegas de turma serem altamente favorecidos por causa de troca de favores dos pais com os professores. Algumas dessas trocas, valeram passagens de ano, que mais tarde viriam a custar reprovações no secundário. Actualmente dá-me a sensação que o ensino, pelo menos o primário, está mais justo. Mas há duas dezenas de anos a coisa era um pouco diferente, pelo menos na escola pública onde estudei.

Para além de alguns professores altamente comprometidos com partidos, e com alguns pais bem influentes aqui na cidade, o próprio director da escola já tinha algumas ligações um pouco estranhas com a política e com o partido que governou a cidade. Fui me apercebendo à medida que fui crescendo, e fui assistindo ao crescimento de algumas dessas figuras no pouco desenvolvimento da cidade.

Hoje, apesar de ter vivido e convivido com vários arranjinhos, tachos e cunhas, posso dizer que já perdi algumas oportunidades incríveis, mas sempre tentei defender-me por mérito próprio. Muitas vezes fui acusado de ter um pensamento romântico, e lunático, mas acredito cegamente na meritocracia, mesmo que isso me cause alguns dissabores. E já levei alguns bem fortes.

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publicado às 09:46

Estou nesse processo. Haverá nos próximos meses grandes mudança na empresa em que trabalho. A mudança está oficializada, faltam apenas as datas e óbviamente, saber quem continuará com ela. 

O silêncio e os boatos andam pelo ar. Há a insegurança, a incerteza e a certeza. Há de tudo um pouco, pelo menos até alguém abrir a boca, e esse alguém é nada menos do que a pessoa que manda na empresa. 

Haverá boa vontade em manter a maioria dos funcionários? Haverá preocupação em manter a equipa que já se apresentava sólida e que já tinha aprendido com os inúmeros erros do passado? Metade continuará, provavelmente. A outra metade quase de certeza seguirá uma nova vida. Não por vontade própria, mas por vontade de quem as contratou inicialmente. 

É nestes períodos que penso qi de muitas vezes a nossa avaliação global da nossa prestação numa empresa pouco vale quando quem manda tem alguma coisa em mente. Mas também poderá esclarecer no momento das dúvidas. 

Pouco importa esses pormenor. O que importa agora é manter a cabeça limpa. 

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publicado às 10:00

O conceito de privacidade deixou de existir

por Um Gajo Na Merda, em 10.09.18

O conceito de privacidade está altamente alterado e neste momento não sei exactamente onde é que ele está. Toda a Internet uniu-se em prol de algo mais reservado para os seus utilizadores, mas será que a maioria está assim tão interessado nisso? O conceito de privacidade alterou-se significativamente. Hoje, basta dois ou três cliques para autorizar uma série de coisas que até então desconheciamos. 

Ter privacidade não passa por evitar o envio de fotografias ou vídeos para a Internet. E hoje, se pensarmos na palavra privacidade, juntamente com o conhecimento mediano de um ser vivo desta geração, percebe inteiramente que isso já não existe e que tudo não passa de um faz de conta. Se queres estar ligado, tens de dar algo em troca e isso, é simplesmente a falta de privacidade. É troca por troca. 

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publicado às 10:02

A resposta à pergunta é: Não. Não tenho. Não tenho moedas.
Toda a gente sabe sabe que aquele aqueles poucos cêntimos que nos são pedidos emprestados nunca mais serão devolvidos. Acontece geralmente no trabalho, durante as pausas. Há sempre uma personagem que se limita todos os dias a pedir pequenas quantias ou para tirar café, ou para tirar uma sandes. Falta-lhe sempre qualquer coisa. Sempre, todos os dias. O problema, é que quando pede emprestado, o que realmente gostaria de dizer é: não me dás (inserir pequeno valor de euros), pois amanhã já não me lembro de treta nenhuma que te pedi?
É chato este tipo de gente. Mas ela aparece em todo o lado na verdade.
Aprendi cedo a lição. Na escola secundária já havia destes artistas e confesso que até cheguei a emprestar, sem retorno. Ao início fazia-me confusão pois nunca tive coragem de fazer igual. Nem mesmo quando me esquecia de dinheiro, nem mesmo quando não tinha moedas.
Desde então nunca mais cai nessa. As lições da escola relativamente a este assunto funcionaram bem e serviram para o futuro.
Prefiro passar por um merdas insensível, do que passar por parvo.

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publicado às 09:22

Japão, o país do sol nascente e dos sismos

por Um Gajo Na Merda, em 06.09.18

Foi mais um de 6.6 na escala de Richter que atingiu o norte do Japão. Pobre japão, pobres japoneses. Todos os anos há notícias de sismos horríveis que abalam aquele país. Apesar de ser um país extremamente preparado para estes fenómenos da natureza, como sociedade, nunca conseguirão abstrair-se totalmente deles, porque é da natureza do ser humano.

Não me consigo imaginar a viver num país onde a probabilidade de a terra tremer a qualquer momento é enorme. Já ouvi vários relatos que aquelas vibrações até acabam por se tornar rotina, e que de vez em quando, lá aparece um ou outro que acaba por se fazer diferente simplesmente pela sua intensidade.

Ainda esta semana em Portugal, norte do país, a terra tremeu ligeiramente (4,6) por breves momentos e mesmo assim, o pânico de quem o sentiu rapidamente se fez notar. As redes sociais e a imprensa rapidamente fizeram destaque do acontecimento. O que é normal, pois não estamos de facto habituados a eles. E até me arrisco a dizer, que mesmo que fossem frequentes, não estaríamos de qualquer maneira.

Estou solidário mais uma vez com os japoneses.

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publicado às 18:13


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