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Depois da corrente fascinante, “se está na Internet é porque é verdade”, há agora uma nova corrente igualmente fantástica que se chama “se está num documentário da Netflix, é porque é verdade”.

Não ponho em causa a veracidade nem tão pouco a autenticidade dos documentários jornalísticos, ou até mesmo a seriedade ou o largo investimento que é feito para que a qualidade do que é feito naquela plataforma seja de altíssimo rigor, e de soberbo calibre. Eu próprio sou um consumidor da plataforma Netflix, e sinto-me uma pessoa mais concretizada por já ter assistido a grandes serões de puro entretenimento e de riqueza pessoal, mas não posso ficar calado nem tão pouco me ausentar de criticar esta onda de puro fascínio e de massa critica.

O que se está a passar, seres pensantes? Agora tudo o que vocês vêem, acreditam? Há sempre várias visões de uma história. Ela pode ser contada de várias formas, de vários pontos de vista, e com várias intenções. Já para não referir que pode estar factualmente errada. Mas, o que me deixa mais surpreso é que há pouca gente a discutir a veracidade das coisas, e a não levantar outros pontos de vista perante o que acabou de ver. Isso é estranho.

De repente passou a ser recomendável ver todo o tipo de documentários que surjam pela frente, independentemente da qualidade jornalística e da investigação que se fez. E no fim, a palavra de ordem é simplesmente não questionar, e simplesmente acreditar, porque se está num documentário publicado por uma plataforma que investe milhões, é porque é verdadeiro.

Pensava que a fase do “se está na Internet é verdade”, estava simplesmente ultrapassada ou somente a ser utilizado pelos mais velhos, mas ao que parece essa frase neste momento sofreu uma mutação e neste momento só muda o sujeito, e é praticado também pelos mais novos.

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publicado às 11:56


1 comentário

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De P. P. a 19.03.2019 às 18:49

Totalmente de acordo.
É tão perigoso aceitarmos como verdades absolutas o que nos é apresentado. Somos racionais, e o sentido crítico é fundamental.

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